terça-feira, 18 de dezembro de 2018

MITO DA CRIAÇÃO DO UNIVERSO

                              O Mito da Criação do Universo 
                  





Lenda de origem  Tupi Guarani,  explica  a criação do universo segundo  crenças espirituais  de muitos povos indígenas. Esta  história bastante  conhecida, tornou-se de domínio publico.

Neste espaço de arte e poesia, convido a entrarem nestas  paginas como se aqui fosse  uma casa de rezas. Sob o manto da espiritualidade que envolve o universo xamã,estaremos reunidos celebrando  a palavra, ânima do povo Guarani.. Honro a tradição mantendo  viva a história a mim  transmitida  oralmente por rezadores e caciques,  Tito Vialhalva e  Júlio  Ortiz, quando estive nas  aldeias Guiraroka- Dourados, e Laranjeira Nhanderu - Rio Brilhante, Mato Groso do Sul, onde convivi com os Guaranis Kaiowás , tão amáveis e gentis a ponto de  tornarem-me cativa de suas crianças. 
                                                                                                                                xxxxxxxxxx


Organizadora: 
Denize Domingos 
Ilustrações e edição de imagens; Denize Domingos 
Fotografias: DD. Joana Ortiz, e clube de fotos 

 Agradeço ao meu companheiro,  Gerson jung e minha filha Ananda, à Madre Joana Aparecida Ortiz , que através do CIMI Conselho Indigenista Missionário, apresentou-me ao mundo xamã com toda magia, sofrimento e encanto que os povos indígenas me fizeram ver e sentir.
À noite, quando fecho meus olhos, a brisa me traz a fumaça exalada das brasas das fogueiras. Escuto a voz dos rezadores em seus cantos e orações. Minha alma sai a passear, desprendida de mim  visita tekohas por onde estive. Em sonhos, abraço cada criança e beijo as mãos dos anciãos que me contaram esta história escrita aqui.  Saudades dos dias em que convivi na fraternidade das Irmãs Franciscanas de Nossa Senhora Aparecida, das orações e da paz compartilhada.
Lembranças do quarto ao lado da capela, das noites de ventania, quando os galhos de uma arvore açoitava o vidro da janela. E as sombras... faziam desenhos tão lindos!



      
 Em noites de verão, o cantar dos pardais   abstraíram  a paz do meu silêncio.   
Esperei o tempo das folhas  dos plátanos alaranjarem, e meus cabelos  cuspiram  salamandras, do meu coração, surgiram  aves de fogo.     








Queridos indiozinhos, vocês são pontinhos de luz brilhando neste Universo infinito.  Eu gostaria de ter vocês aqui comigo, próximos a uma grande fogueira.  As histórias sagradas têm mais força contadas à noite, celebradas com o elemento fogo. Salamandras aquecem corações e clareiam o caminho dos espíritos ancestrais para que venham nos abençoar enquanto o conhecimento se propaga.  E foi assim que aconteceu, numa noite em que as estrelas chegaram bem perto de mim, no tekoha  dos Guaranis Kaiowas, em torno de uma fogueira, um rezador  me contou   esta história, pedindo que eu a transmitisse a vocês. Mas antes de virar esta página, peçam aos seus pais que acendam uma vela na representação do elemento fogo 





Foram noites frias no mês de agosto, aquecidas por fogueiras, danças circulares e histórias.  O clarão da lua iluminava a casa de reza e os cantos sagrados se faziam doces murmúrios de Yamandu. Esta é uma história sagrada, muito antiga. Foi transmitida oralmente, de geração a geração, quando as crianças escutavam histórias em torno das fogueiras. Algumas coisas foram se modificando, mas a essência permanece a mesma. 






Foi num tempo em que não havia tempo nem espaço, no vazio do mundo fez-se a criação do universo.
Um pontinho de luz brilhou na imensidão do espaço vazio. 
O caos destruiu tudo que existia. Restou apenas ele:  Yamandu, luz divina.





Nem tempo, nem som!  
Yamandu era luz e força irradiando energia.
Mais luminoso do que qualquer sol, ele foi o primeiro ancestral de todos os ancestrais do mundo.
Embalado no silêncio do sono profundo, adormeceu e sonhou.  Viu-se Iluminado no clarão do próprio brilho, propagando o poder que dentro dele havia. 
 
 Yamandu quis conhecer sua dimensão e recolheu-se dentro de si.
 Cresceu! Cresceu!  Percebendo-se vasto. 




Sentiu-se grandioso, quis saber qual era o seu tamanho e se transformou em uma ave de sabedoria, a primordial coruja.
E no corpo de coruja, Yamandu viu-se dentro da Grande Noite, envolvido na imensidão das sombras. 






Yamandu transformou-se em outro ser, leve e ágil:  o colibri, Mainu, na língua guarani. Habitou o corpo do pequeno pássaro e conseguiu voar. Voou em torno de si, conhecendo sua própria dimensão, vendo-se grandioso.  


Na paz do silêncio profundo, Yamandu quis saber mais sobre ele próprio.  Recolheu-se em seu interior, desejando saber qual era sua totalidade.
O raio de luz se expandiu, e ele transformou-se na terceira ave: o gavião real, Macauã. Voou em várias direções, alcançando todas as dimensões do espaço, chegando aos lugares mais altos que nenhum outro ser poderia alcançar.  No corpo do Macauã, Yamandu enxergou seu tamanho, percebendo a vastidão que dentro dele havia.  
Neste momento, ele percebe que seria necessário criar mundos.
Fascinado com as maravilhas que poderiam existir, recolheu-se na harmonia  do sagrado silêncio.  Suspirou em êxtase, emitindo o primeiro som. Sua voz?  Foi um canto de alegria ecoando no vazio do mundo!   




E a partir deste magnifico canto, as estrelas foram surgindo, preenchendo a vastidão que ele trazia dentro dele.  Yamandu, perplexo diante do lume colorido das estrelas,
continuou a cantar, preenchendo   o espaço com  muitas
galáxias,  planetas, astros  e nebulosas.
Ondas sonoras emitidas na voz de Yamandu  foram formando o Universo. 




Do pensamento, ele compôs a alma:  Anhang ou aña.  A alma animou a matéria, surgiu então Anhandeci. No significado da existência divina,  Yamandu, criou o Universo em toda a vastidão dos mundos que  podemos imaginar. Das nebulosas foram surgindo vapores, neblinas, chuvas e águas límpidas, representado a emoção das almas. Neste momento, Yamandu cria Iara, a Mãe das Águas doces, para proteger todos os rios, lagos e cachoeiras que se formariam das chuvas e vertentes na terra.





Sentindo-se pleno, o primeiro ancestral dos ancestrais, recolheu-se na paz que há dentro dele, potencializado em fonte de energia.
Numa explosão de luz divina, Yamandu se transformou no Grande Sol, Coaracy, e do ventre deste grande sol nasceu Tupã, gerado no coração de Yamandu, filho do amor divino. 


Tupã controla as forças da natureza, raios, relâmpagos, trovões,  tempestades... Começa a cantar junto com o seu criador, ajudando-o a criar outros mundos, porque Yamandu é eterno e infinito. Numa noite de primavera, a brisa embalou Tupã em seus braços, fazendo o deus dos índios adormecer sobre as nuvens. Tupã sonhou com a nossa Mãe-Terra. Criou do seu próprio pensamento um cachimbo sagrado, o penteguá.
Aspirou um pó encantado, emanou o espírito da Terra, soprando a fumaça liberada de dentro dele.



O espírito da futura Mãe-Terra, tão leve quanto o ar, viajou no espaço, alongando-se em movimentos espirais, até transformar-se numa serpente luminosa.  
Flutuou, sinuosa, durante muito tempo, até escolher o lugar onde queria crescer. 



Naquele lugar, a serpente se enroscou e adormeceu, e foi se transformando numa tartaruga, num imenso jabuti. 
Ela deixou sinais luminosos por onde andou.  Tupã seguiu o flash de luz e encontrou o Espírito da Terra na forma de tartaruga. Tupã, que comanda raios, trovões, ventos e tempestades, evocou a força dos quatro elementos da Natureza: Água, Terra, Fogo e Ar. Olhando para o grande animal, Tupã desenhou no casco da tartaruga o majestoso manto bordado com lindas montanhas, vales, cachoeiras, rios e todas as maravilhas do Planeta Azul. Depois de ter feito o manto que vestiria a Mãe-Terra.





Tupã pensou em pôr alguém ali, para desfrutar daquele paraíso. Acalentado num sonho de amor divino, do seu próprio coração, Tupã criou o primeiro ancestral humano: Avadiquaquá, o primeiro adornado, o Homem Alado.



Tupã, divindade de imensa sabedoria, disse ao Homem Alado que ele deveria habitar a Terra.  Conhecer tudo que havia no Planeta Azul, saber o que ainda precisava ser feito e continuar a criação.
Entristecido, o Adornado respondeu:
— Eu sou um homem com asas, sei voar nas alturas, mas não consigo habitar a Terra.
O Criador explica ao Adornado:
Fostes criado do meu coração, adornado com asas douradas para que saibas o valor da liberdade. Dei-lhe asas para chegares aos quatro portais da Terra: Norte, Sul, Leste, Oeste. Em cada lugar encontrarás um Nhandeara, um guia espiritual que  ensinará tudo que precisa aprender. 



                                                     Ore Ma Roota Para Owai CD "Mborai Porã (cantos sagrado Guarani)


O primeiro ancestral do homem voltou a Terra, dirigindo-se ao Sul.  Encontrou a palmeira azul: Endovidju.
O homem com asas perguntou à palmeira se ela poderia ensinar-lhe a viver na Terra. A planta estendeu suas palmas, abrindo os braços pra abraçá-lo, dizendo-lhe que entrasse dentro dela para aprender a viver na Terra. O Adornado entrou na palmeira, tornando-se ela própria. Sentiu as raízes fixadas no solo, proporcionando a sensação de segurança. Gostou de estar ali!  Se alimentou da seiva que vinha da Mãe-Terra e gostou de sentir a brisa acariciar suas folhas e a chuva refrescando seus galhos... Permaneceu aconchegado no tronco da planta até que ela falou:
— Já aprendeu os ensinamentos que eu poderia transmitir, agora sai.


                             

O Adornado saiu do interior da palmeira, seguiu adiante, em direção ao Norte.  Lá 

encontrou a Grande Rocha.  Ele a olhou e perguntou se poderia ensinar-lhe alguma coisa.  

E a rocha se abriu diante do Adornado, deixando-o entrar nela. Fixado na pedra. O primeiro ancestral
 humano, ficou meditando muito tempo, vendo ao seu redor os encantos da natureza e  estações modificando-se ao longo dos dias: noites, meses e anos, quando o tempo era um 
contínuo sonho, até  o dia em que a Grande Rocha, Guia do Norte falou:

— Querido homem Adornado, já aprendestes tudo que eu podia ensinar-te, agora sai, segue tua jornada.
O Adornado saiu do interior da rocha e voou em direção ao Oeste.   Lá encontrou a Onça Ancestral, Yauaretê, pedindo a ela que lhe ensinasse alguma coisa sobre viver na Terra
A onça pintada permite que o Adornado entre dentro dela.
No corpo da onça, ele se transforma no animal. Pela primeira vez, sentiu o cheiro da terra, o aroma das plantas, diferenciando cada uma delas.
Com olhos de onça viu o Planeta Azul movendo-se lentamente, e pisou  na terra sentindo as quatro patas apoiadas no chão.
Andou tão levemente, como se o corpo flutuasse, sem fazer ruídos. E correu velozmente, como se precisasse alcançar a presa que a alimentaria.
Sentiu prazer em estar na terra. Mas a onça já havia lhe ensinado muito, e falou:
— Vou deixar-te aqui, ao pé da montanha, no Leste. Agora sai!  




Olhando para o topo da montanha, o Adornado percebeu que havia uma gruta lá no alto, de onde surgia uma luz encantadora. Curioso, ele voou até lá e encontrou uma serpente luminosa, enrolada no chão.  O primeiro ancestral humano perguntou quem era ela. A serpente respondeu:

— Meu querido, eu sou o Espírito da Terra.
O adornado pede que lhe ensine a viver na Terra.  A serpente não respondeu! Em silêncio, foi se movendo, recolheu um pouco da poeira que o vento soprava e o  barro que a chuva molhou.




Com esta mistura encantada, a serpente moldou um acento com dois pés, um tronco, corpo, cabeça, todo feito de barro. Colocou duas bolas de cristal no alto da cabeça da escultura de barro. Umedeceu-a com gotas de orvalho que caíam das paredes da caverna.  Só então disse ao Adornado:


— Agora entra dentro deste corpo!

O homem alado entrou no corpo de barro e pela primeira vez conseguiu andar. Experimentou a sensação de apoiar-se sobre as pernas. Caminhou em direção à entrada da gruta por onde adentrava a luz do sol brilhando lá fora. Com olhos de cristal, enxergou todo o esplendor do horizonte. 





Emocionado, percebeu o quanto a Terra era linda, e do seu coração saía um canto em louvor a Nhandessi, espírito da nossa  Mãe-Terra.
A grande mãe, Nhandessi, disse ao Adornado:
— Tu és meu primeiro filho, o primeiro homem a pisar na terra, fostes criado do coração de Tupã para cuidar de mim e habitar este planeta. Preserve tudo que existe aqui! 
Adornado, tens o poder que vem de mim, da própria Terra, a  qual  veste tua alma. Tens também o poder das águas, das pedras  e  das plantas.
Esse é o presente que te dou para ser usado com sabedoria, juntamente com o poder maior, recebido de Yamandu e Tupã. Cada palavra que sair da tua boca será  um espírito vivo.










O Adornado agradeceu os ensinamentos da Mãe-Terra. Pensou sobre tudo que havia aprendido. Caminhou contemplativo observando as maravilhas criadas por Tupã. O Adornado enxergou a beleza em sua essência.  Olhou para o azul do céu e exclamou uma palavra:

– Arara!
Surgiu diante dele a ave colorida, primeiro pássaro azul.
Espantado, ele disse:
- Linda! Arrara!
 Nasceu outra ave, coberta por penas vermelhas. 





O primeiro ancestral humano começa a falar palavras encantadas que lhe surgem na mente. Cada palavra se transforma naquilo que a imaginação desenha:

– Tucano! Mainú!  Araponga! Caturrita! Barreiro! Saracura!
Das palavras, o Adornado fez nascerem muitos pássaros coloridos, voando nos ares em contraste com o azul do céu.
Maravilhado com o dom recebido, foi falando muitas palavras, e cada uma delas trazia um novo ser.
– Pirarucu!
— Tainha! Lambari! Curimba! 
E nasceram outros  peixes, habitando as águas de Iara. O ancestral continuou andando, eufórico por estar povoando o planeta com diversos animais. Exclamava outras palavras, e da sua boca foi se completando o reino animal.

  – Panambi!
Nasceu a primeira borboleta, leve e fugaz, bailando pelos ares. 






E ele foi cantando nomes, até o dia em que os seres do céu, da água e da terra foram todos criados. De volta a gruta, o Adornado reencontra o Espírito da Terra. Ele já havia aprendido muito e aproveitado bem o corpo que recebeu emprestado.
Disse a ela:
 Minha querida Nhandessi, sagrada alma da Mãe-Terra, vim  devolver-lhe o corpo que recebi de ti. Aprendi a viver aqui e criei muitas maravilhas completando a criação de Tupã. 
Nhandessi respondeu que não precisava devolver, o corpo pertencia a ele pra sempre.
Humildemente, o Adornado falou:
— Devolvi o corpo que outros seres me emprestaram depois que recebi deles ensinamentos. Devolvi o corpo da palmeira depois de ter sido alimentado e embalado em seus galhos, saí da rocha quando ela me pediu que saísse do seu corpo.  Devolvi também o corpo da onça depois que senti o cheiro da terra, andei com as quatro patas pisando no chão.
É justo devolver-te este corpo feito de poeira e barro, essência que veio de ti. Nhandessi, a sagrada  Mãe-Terra, generosamente responde: 

      — Filho querido, gerado do coração de Tupã, dele recebeste a vida, eu te ofereci  um corpo. Conhece mais um pouco sobre mim. Vive por mais tempo a tua experiência neste mundo,  pisando na terra, experimentando  sensações humanas. 








Mas não desperdice o tempo! 
Depois, quando estiveres cansado, voltarás ao meu ventre.  Faça um buraco na terra e entregue a ela o manto que eu te dei.

E assim aconteceu, o primeiro Adornado desceu a montanha, onde o clarão ainda ilumina o interior daquela  gruta e continuou sua jornada .
O Adornado aprendeu a viver na terra, continuou cantando e criando muitos seres. Nasceram novas criaturas, alegrando a vida das outras, tornando-se amigos. Ele criou também divindades conhecidas entre Tupi Guarani. Criou novos povos, homens diferentes em forma física e crenças para viverem em harmonia, com a tarefa de ajudarem  os indígenas a cuidarem da Mãe-Terra, porque ela é plena e acolhe todos os filhos seus.  
Chegaram e partiram muitas primaveras, deixando o colorido das floradas na lembrança de quem enxerga as belezas da vida  com olhos de cristal.
Invernadas resfriaram a terra, despiram galhos das árvores de suas folhas douradas dançando ao ritmo da brisa. Vales e montanhas foram cobertos por geadas e neblina, convidando a descortinarmos o futuro pronunciado a cada amanhecer.
O sol sempre desponta aquecendo a superfície da Terra, alegrando corações.
Lento, o tempo passou...
Outono, a brisa soprava ares de nostalgia espalhando aromas agrestes na terra molhada com a chuva que caía. O Adornado já havia aprendido tudo que a experiência humana poderia ensinar a um homem já cansado de viver aqui. Ele andou em direção ao horizonte, encontrou o infinito.  Sentiu o barro vermelho grudar em seus pés. Lembrou que sua forma física havia sido emprestada. Ajoelhou-se, chorou ao olhar o céu. As gotas da chuva acarinhavam seu rosto, as nuvens foram clareando e através delas os raios de sol surgiram outra vez.





Então, o Adornado, com as próprias mãos  cavou um  buraco na terra. Deitou sobre ela o manto que lhe vestia a alma, misturando-se novamente ao barro do qual foi criado. Livre das limitações da forma física, o espírito do homem se libertou. O espírito do primeiro ancestral humano transformou-se em luz divina. O corpo de Avadiquaquá, enquanto viveu na terra, foi habitado  por Tupã, o Deus dos índios, que queria conhecer as emoções humanas e saber como é viver na Terra. Tupã é o grande sol, luz divina  que tudo ilumina.







                                                        (Música Mbyá Guarani #2 - Jaguota Javy)


                                                          Arte e Ilustração
                                                  Denize Domingos 

                                            O Livro estará  disponível em PDF 
                                            email;   domingosdenize@bol.com.br
                               Trabalho sem fins lucrativos, valorizando  a cultura indígena. 














sábado, 9 de dezembro de 2017

Artista tira férias? 

Não farei retrospectiva do ano, antecipada a mensagens natalinas, nem agradecimento às pessoas que  incentivaram  meu trabalho diretamente, sendo fundamentais, fazendo parte deste universo sensível. Cito com reconhecimento, aquelas clientes da Brink atelier, que me procuram quando precisam de um presente especial, e aquelas  que continuaram me prestigiaram   (depois que virei escritora)  com a presença  no cotidiano, eventos e Feiras,  ou enviaram mensagens de entusiasmo. Além destes, sem citar nomes, refiro  o fundamental auxilio na publicação da obra mais recente; Janelas para o Mar. Estas pessoas queridas, atenciosas, amigos, familiares, admiradores,  não são  publico induzido pela indústria midiática que fabrica artistas, financia suas obras, coroa alguns talentos, e também descobrem vocações; são meus apoiadores, incentivando a artista fecunda, não motivada pelo lucro.
Mais me   encanta a criação do que a obra publicada. Este foi pra mim, um ano também fecundo, como minha mente aguçada que não sossega ao embalo de uma rede, e a luz iluminando  minhas ideias, não se apaga qual a chama de uma vela.  
Tenho toque nas mãos quando não estão desenhando, digitando, pintando, fazendo arte ...  As vezes,  ainda sinto falta de ter perto minha menina, criança,  enleando os fios de seda entre meus dedos quando afago  seus cabelos.  E fico feliz vendo-a linda, mulher livre, que me abraça  sem perder o ar de menina.
A paz esta comigo, a plenitude me encontra  passeando   de mãos com meu par, eterno companheiro, presente em todas as horas.  Visito e recebo  familiares e  verdadeiros amigos em meu lar, o coração é grande, a casa é pequena, só cabe pessoas  humildes que se curvam  na passagem da toca de um coelho.

Na rua, um mundo a parte, ando protegida numa bolha de cristal, não impenetrável, mas filtrando  energias.  Meu carro, deixo na garagem, não perco tempo procurando vaga em estacionamento rotativo. Esta sou eu, e um pouco de todas as mulheres, soberana em meu universo, metamorfoseada em alguns aspectos, mantendo o DNA de fêmea  transgênica ,  reforçando  a coragem da  fera  mansa, que só ataca pra se defender. 






Minha homenagem, aqui neste espaço reservado ao universo feminino,  à um dos poucos  músicos, compositores geniais,  brasileiramente  lindo, que sempre enalteceu  a mulher, merecendo estar aqui. Cantou a paixão emocionada, urgente, visceral, sem vaidades, profundo, simples, elevado, nunca referindo-se a mulher de forma leviana, como objeto de prazer. Este, é o principal autor   da trilha sonora da minha vida, no radio do carro, rodando no vinil  me enchendo  de música , também cantada com as meninas do coral, em Cachoeirinha, vendo as estrelas e horas passarem sem pressa, sentadas  na escadaria da Caixa Estadual. Final dos anos 70, até  qui, apos mais de trinta anos, continuamos cantando juntas, nas trilhas da vida. 
























segunda-feira, 23 de outubro de 2017

       
           A ARTE QUE SALVA OU ALIENA 


          

Mais indignada do que triste 


A corrupção normalmente praticada por políticos e comparsas me choca, não por ser praticada, mas por ser passivamente aceita, justificada e apoiada pelo povo, defendendo seus representantes canalhas. Inimigos de investigações e processos apurando crimes, fraudes, corrupção; são inimigos da ordem e progresso.
Estando muitos cidadãos e eleitores, preocupados com seus umbigos e benefícios que perderam ou almejam, sendo apontados pelo dedão de quem indica sem critérios, muitas vezes, o eleitor é traído por descumprimento de promessas propagadas em campanhas.
Onde não prevalece a moral, ética, direitos e justiça, o caos se instaura.
Nossos últimos presidentes, foram maus exemplos aos jovens e crianças. Aquelas de índole perversa, ou mal orientados, sem perspectivas nem amparo da sociedade e da família destorcem valores, são jogados nos braços do trafico e violência. Sentindo-se culpada, a sociedade complacente trata o crime de jovens e menores como rebeldia de criança que precisa de atenção. Tão perdida quanto eles, esta a Maria do Rosário e todos que defendem abrandamento de penas, destorcem a justiça, condenando vitimas e familiares ao consolo da fatalidade.
Pegar armas, comandar chacinas, realizar assaltos, tirar vidas por diversão e banalidade, esta se tornando rotineiro. A morte anda de carro roubado ou de ônibus, senta ao nosso lado, frequenta bailes, esbarra em quem escorrega na pista de dança, tropeça nas calçadas, tomam cerveja nos bares em que nossos filhos frequentam.
Depois de tudo dominado, corruptos em Brasília, a máfia comandando, dificilmente a virtude se levanta. Pessoas de bem, sem empregos, direitos nem amparo perderão a dignidade. Poucos empregos e dinheiro em mãos erradas, perverte a mente humana. Sem oportunidades, facilmente prostituirão nossos jovens, explorarão as crianças, jogarão ao descaso os idosos e pessoas improdutivas serão marginalizadas. Sem freios nem direção, caminha a humanidade. Me pergunto se a arte não é o remédio que me salva, ou veneno que aliena.


EM MEU UNIVERSO AS MULHERES SÃO SEMPRE MENINAS 

Tem estrelas que despontam na escuridão do medo, e  tem brilho nos olhos da criança que inspira.
Tem luar em noites claras, verdades em que creio e luz que me ilumina. 
Tem a chama que não se apaga, o calor que me afaga nos braços do aconchego. Tem alegria,  lamento, tem a brisa varrendo os pampas  lá fora  e poesia aqui dentro.





ENTRE O INFINITO E AS HORAS 

O tic tac do tempo não muda a rima, nem escuta nossos reclames. Ele passa sem ir embora, não tem corda que o prenda.
A menina logo cresce, antes que a brisa  desfaça suas tranças. Soltou-se  o laço de fitas que enfeitava seus cabelos, se enroscou no galho de pessegueiro, sem arrancar-lhe a esperança. Em flores,  pomares  exalam cheiros e aromas, lembrando   o sabor do fruto.
No reflexo de um lago, a menina se vê mulher madura, mas  sabeque no mundo encantado, será sempre criança.  


































segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

                      NA SOCIEDADE MACHISTA, 

QUALQUER ESCOLHA MENOS  SUBMISSA SERÁ  SEMPRE CRITICADA  










                         JESS - RAP MACHISMO (AUTORAL)


Dona senhora, senhores  preconceito; 

Não tenho  ideia da realidade  destas garotas, do meio em que foram criadas, das oportunidades , desafios, escolhas...
Mas sei que serão sempre criticadas por não deixarem que lhes arranquem  a alegria cravejada  na alma e carregarem  o símbolo da cruz.






Se forem inteligentes, tiverem capacidade e força de vontade, fazendo boas escolhas, dedicarem-se  a uma profissão, ainda assim;   serão alvo de  preconceito.
Se tiverem oportunidade de conhecer nos bailes funk ou longe da comunidade algum jovem de atitude que se encante por elas e cativem seus corações, pelo bom caráter, dignidade,demonstrando capacidade  de amar  verdadeiramente, com respeitando, e decidirem ficar  juntos, tendo uma vida feliz, vencendo desafios, batalhando, prosperando...  Ainda assim lindas meninas do funk vocês serão   sempre criticadas, da mesma forma que  aquelas meninas da escola particular que gostam de rebolar nas festas. 
Quando  voltarem as comunidades, preteridos e mulheres  ressentidas  ao enxergar-las bem vestidas, dirigindo seus carros... ( coisa pouca, mas suficiente para causar inveja a quem julga pelas aparências ) dirão que são piranhas, traíras.... Mesmo estando ao lado  de pessoas incríveis, só os nobres de caráter são capazes de reconhecer    o valor dos outros.
O preconceito alimenta o desprezo, subestima  capacidades. Mesmo que estas meninas  se tornem   mulheres bem sucedidas, nunca deixarão de enfrentar  preconceitos. 
As menos  esclarecidas , mais  vulneráveis e carentes, alimentam  falsas ilusão de igualdade, sendo  objetivadas  no gozo  de  uma liberdade benéfica aos  machistas   que lhes tem como propriedade ou mera diversão.  Descartáveis, consideram-se liberadas, fazendo sucessíveis escolhas equivocadas, pois a liberdade sem igualdade, não existe. Não havendo respeito , a relação  homem- mulher torna-se  eterna disputa.  
A união estável  e matrimonio  é considerada  salvação daquelas que não tem capacidade de determinação. Para algumas mulheres independentes e feministas, a união estável representa  cárcere. Um absurdo considerado  que a liberdade de qualquer pessoa  não esta  atrelada ao estado civil, mas á personalidade forte que não permite tornar-se submissa.  
O preconceito  tenta menosprezar e desmerecer o comportamento  evoluído de homens libertos, subestimando  relações saldáveis para que o poder não lhes  escape. 
Numa sucessiva escadaria desconstruindo a auto estima, se confirmará  na posse, desrespeitando o individualismo, elevada-se a opressão,  agressões verbais, descambando para violência  podendo chegar  a extremos.  
Acredito que a grande maioria dos homens não ultrapassam os primeiros degraus da degradação daquilo que considero um amor genuíno,   sendo  favorável  a liberação feminina exercida  da forma aprazível,   de acordo com expectativas  individuais, vivenciadas   com  sabedoria e  plenitude. 
Nenhuma mulher  de sensibilidade apurada que cultua o sagrado feminino,  se presta  a qualquer  situação que a   desvalorize  e todas tem uma Deusa dentro de si, merecendo serem tratadas como tal. Evitar pisar no  primeiro degrau  da escada que eleva as mulheres  ao  alto para depois serem empurradas a um precipício, é uma forma inteligente de enaltecer o universo feminino;  fazendo  valer a luta de muitas mulheres que abriram espaço para  que tenhamos voz.     


Denize Domingos





Dança ritualística, Teatro Renascença, anos 90,, numero solo, Denize Domingos 

Sagrado Feminino, uma trajetória   de muito trabalho contando com a   colaboração do meu companheiro, familiares minhas mestras  e  seguidores. Desejo a todas as mulheres de todas as raças, povos e classes sócias que  consigam  conquistarem  seu espaço sagrado.

Baladi, ritmo árabe de compasso 4/4. Em árabe baladi significa meu povo, minha terra, terra natal, meu país, urbano, minha cidade, ou seja, tudo que tenha relação com as origens. 
A interpretação deste ritmo, é executado  por  bailarinas de forma improvisada; requer ousadia e presença de palco,devolvendo  instantaneamente os  estímulos da plateia.  
Uma resposta emotiva e corporal imediata, integrada com harmonia   e leveza, estabelecendo diálogos tribais, num local sagrado,  palco considerado  templo da arte, onde a bailarina  conquista  o  respeito   da plateia sendo  observada como uma sacerdotisa. 









                           Arabic rhythms baladi music for bellydance





sexta-feira, 9 de dezembro de 2016


Páginas do livro das sombras 
 sagrado feminino; A alegria de Deméter 



Na terra, sou grão de areia, acolhida  nos braços da  mãe terra.  A noite, cultuo a lua, vivenciando diferentes fases.   Teço meu destino, desfiando o denso  manto de nuvens, bordado  de estrelas; Faço  um  mágico  tapete levando-me  a lugares encantados.  Na harmônica do silencio, ouço  ruídos de folhas,  pousando em  meu ombro. Escorregando, culpam  a brisa por induzi-las a voos em rodopios. Improvisando  na arte da vida, qualquer  tombo fará parte  da coreografia . Na  breve existência, sou acaso,  minha alma flutua  livre e leve,  iluminada enquanto arder a chama de uma vela. 




O voo de uma borboleta pode causar o caos - O Porquê das coisas



Querer escrever e não  ter nada  de importante  a dizer,  é o mesmo que espremer  a alma vazia de magoas,  expectativas, indignação  e  anseios.  Deixar as mãos livres,  esbarrando  no teclado, vendo  formarem-se palavras,   fazendo  magia  na tela, antes de serem  apagadas. E ter coragem de mostrar-se medíocre, apenas registrando no livro das sombras que  a paz  da mente liberta esta em mim, abrindo espaço para historias ainda não vividas.  È  praticar a  meditação da escritora, finalmente; Passada  a limpo!   









Ostara-  O retorno de Perséfone 


A brisa, sem poder segurar o tempo,  soprou  as sementes do trigo, desenlaçando  ramas  unidas desde as raízes. Elas voam  em liberdade gerando novas plantas. Foi  fácil compreender e respeitar a roda de Hécate, aceitar o ciclo da vida. Mas foi   difícil  sentir a dor de Deméter, enganando os dias, ocupados  com qualquer coisa que a fizesse esquecer  que a filha  estava distante. Distante dos dias que era criança, e  esperava  a mãe  terminar o trabalho para juntas,  brincarem  de boneca, Necessidades desencontradas, fazem  desejarmos  girar a rodar da vida pra traz . Ostara traz a filha de volta, alegrando a mãe e todos os seres da terra. Deméter,  vive a efemeridade das estações, intensificadas em cada  segundo,  aprendendo   com Hécate a reinar em qualquer fase da vida, 

Lagarta Encantada 





                                    Amanhã é 23 Kid Abelha


                       Denize Domingos

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Oração da Artista



Diariamente,  permita Deus,  nunca faltar-me  o alimento necessário, nutrindo  corpo e espírito.
Tal drogados imersos  em delírios da mente intoxicada, em momentos de lucidez desejam abandonar o vicio; que eu, essencialmente artista surrealista, viciada em arte, tenha o discernimento e sabedoria de distinguir delírios, pesadelos e  sonhos. 

Que meu coração, não seja solo fértil para semear doces fantasias esboçadas em confusos rascunhos, sem jamais transformar-los em arte final. 

Desejo  que a força divina, aliada  a minha vontade,  afaste-me  de pessoas  que  jamais compreenderão  a linguagem emocionadas das minhas  palavras.  E de forma ardilosa,  restringem   o ser  criador,  limitando-o   em obras, vistas como subliminares mensagens, espelhando   seus  inconscientes, como se eu utilizasse   figuras de testes de Roschach.
Mantenha-me distante  e imune à manobras   ardilosas  dos que simulam bondade, reforçando fantasmas e monstros, alimentando a  tola ingenuidade de quem   considera-se  onisciente.  
Permita-me ser eterna lagarta, em constante metamorfose, jamais tornando-me  uma pessoa controladamente  metódica ,  comportadamente apática aos meus instintos.  
Que minha intuição e coragem , permita-me  conhecer   sempre a verdade, e mesmo sendo  negado este direito;  que eu tenha a sabedoria de  virar  as costas para tudo que for falso, mesmo sobrando-me   poucas pessoas ao  meu lado.Deusas  ancestrais, Mestres encarnados em Buda,Cristo, seres de luz,; abram os portais da magia,  permitindo-me enxergar  alem  das  brumas e transparentes  cortinas,  transponíveis  somente por pessoas com coração também aberto.Toda a magia do mundo encantado, pressentida na presença dos povos das fadas, hão de inspirar  minhas anotações, registradas  no livro das sombras, encantando crianças e adultos com alma infantil. Conceda-me a eloquência das Bruxas celtas, através de historias e símbolos; desfazer maldições, realizar encantamentos criando  círculos mágicos de  proteção, integrando seres libertos das garras do medo.Que cada segundo do meu trabalho solitário, ilustrando historias, formando imagens derivadas de realidades destorcidas, pintando minha imagem refletida, ou alinhavando pensamentos ditados pelo eco do meu inconsciente, seja sempre recompensado pelo precioso  convívio com pessoas que tenham a grandeza de pertencer a este delicado universo. Que eu, mulher; jamais seja avaliada alem das minhas atitudes e conceitos, por pessoas alheias  a minha real conduta,  usando parâmetros abstratos, julgando-me através do surrealismo da minha obra, sem conhecerem a artista. E... que a gratidão  ao universo, a tudo concedido, por graça ou   mérito, sem eu jamais ter manipulado o destino, esteja presente em cada suspiro. Agradeço o privilegio de ser uma artista, compreendida e admirada por meus amores;  marido, filha, familiares e meus iguais.
Amem! Namastê! Opchá! heiii- hou!

Que assim seja; Assim será!

Denize Domingos 
Lagarta Encantada 

                                       A Deusa - Celebrando



Fotografia; Mago Magia; Gerson Paulo Jung


                        Elis Regina - Se eu quiser falar com Deus







quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Hécate, a  Deusa dos dez mil nomes
  

À  qual chamado você  atende? 







Queridas Folhas de Hécate: Se vieram  procurar  algo, eis aqui uma pagina do meu livro das sombras, é o melhor que posso lhes oferecer.  lamento afirmar não crer  em mágicas transformações; nossa essência prevalece, uma rosa é uma rosa, uma flor é uma flor,  Nos cabe crescer no local onde fomos geradas, ou sermos folhas de Hécate partindo  em busca de primaveras, sabendo que o inverno chegará, ofertando frutos semeados ao longo da  nossa caminhada. ...Mas sempre   encontrarás outras plantas, e semearas teu próprio jardim, 



-Não permita  conhecerem  fascínios  do teu corpo, antes de acalmarem anseios da tua alma, revelando-lhe   mistérios ocultos na  mente de quem lhe envolve em superficiais caricias, sem mencionar-lhe   palavras compatíveis  ao gesto, considerando-te assim; bizarra criatura; fetiche em forma de gente. 

-Não sejas   escrava dos teus próprios desejos, tão pouco de outro, simplesmente para provar ser fêmea sexi e despojada, livre de preconceitos,isso deve gritar  dentro de ti. 
-Sendo senhora, botão de rosa, cravo ou jasmim, os direitos das flores são tão  tortos quanto os arbustos. Havendo escolha, consentimento e desfrute, vocês  se curvarão   a força da natureza, repousando complacentes um por cima do outro, exalando das  tuas pétalas, erótico perfume,   enebriando dois  seres  fundindos um ao outro por  prazer, caricias  e aromas. Somente em momentos sublimes, tua voz podera ser calada.Por mais ricas que forem tuas palavras,serão desnecessárias. 

-Não desperdice entusiasmo, energia e gloss, guarde o brilho dos teus olhos para quem lhe  trouxer uma estrela; se for este o teu desejo. Ou aceite uma flor ofertada em tuas mãos, um poema com teu nome, uma maçã especialmente colhida pra ti, no pomar dos teus desejos. 

-Conheça bem a maldade alheia e a tua, ela é sempre destrutiva, te proteje  do teu lado luminoso, intusiasmado, incentivando atitudes trensloucadas. A tua sombra  muitas vezes, te empurrara ao precipício desafiando-te a vencer desafios. Vença teus defeitos, aceitando teus fracassos, te recolha a um lugar seguro, junto daqueles que verdadeiramente te amam e jamais  te deixam perdida no escuro. 
-Não  jures amor eterno, nem jamais diga que pertence a outra pessoa, sendo assim, não seras conquistada a cada dia. 
-Sejas fiel aos teus princípios, eles nunca te trairão nem farão de ti um cãozinho, servo de um dono; sejas leal com o outro e contigo mesma, a lealdade fortalece teus valores, conquistando admiração e  respeito.
- Se teu companheiro, por mais que te ame, manifestar  ciumes e afeto  tentando  te convencer a abandonar  algo que consideras bom pra ti, sem respeitar teus sentimentos, demonstrando posse, manipulação e desrespeito por teus sentimentos, não permitas ser um objeto de desejo, sejas dona da tua vontade. Por outro lado, se ele tiver a grandeza de  respeitar tuas emoções, desejando tua felicidade  mesmo que ele sofra, te incentivando a fazer o que for melhor pra ti, então saibas que estas diante de um amor verdadeiro, não o troque por qualquer aventura; o mesmo vale pra ti em relação a ele. 
... E quando em qualquer fase ou momento da tua vida, a descrença no sagrado feminino sucumbir a leviandades banalizando o ato  mais belo entre os  humanos,peça licença a realidade, recolha-te a tua razão e quietude, repousando embalada nos teus sonhos. 

Denize Domingos

Lagarta Encantada









                                                              Hino Órfico a Hécate















                                      O MEU AMOR ( Alcione e Maria Bethania ).wmv